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sábado, 17 de julho de 2010

Lucifer queria mais

Ataque contra Deus

O querubim cobridor não estava satisfeito com a posição que ocupava. Assistir na própria presença de Deus não lhe era suficiente. Em seus projetos pessoais ainda faltava alguma coisa. Almejava ainda mais. Ser grande, talvez o maior entre seus iguais, não o satisfazia. Em sua pretensão, planejou tomar de assalto o “monte da congregação” (Is 14:13), o lugar da morada de Deus, onde era adorado antes da entrada do pecado, e onde também aconteciam as reuniões da assembléia celestial (como a mencionada em Jó), e o lugar da guerra cósmica. No texto de Isaías, o querubim é identificado como a “estrela da manhã”, que conduziu sua rebelião na esfera celestial e, como conseqüência, foi expulso do Céu, à semelhança do relato de Ezequiel.

O que pretendia o querubim cobridor, a estrela da manhã? “Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (v. 13, 14). Observe a ocorrência do pronome pessoal “EU” – cinco vezes: “EU subirei”, “EU exaltarei”, “EU assentarei”, “EU subirei”, “EU serei”. Ser semelhante ao Altíssimo, exaltação de um trono, assentar-se no monte da congregação... Todas essas referências apontam para o desejo de auto-exaltação de um ser originalmente sem pecado: posição, poder e glória. Em suma, pretendia usurpar a posição de Deus. Ezequiel 28:15 afirma que nele foi encontrada “iniqüidade”, ou “maldade” (NVI). Essa palavra no Antigo Testamento pode ser usada para representar duplicidade, ambição profana, mentira, apostasia. Ezequiel também disse: “Seu coração tornou-se orgulhoso” [Heb. gabah, ‘ser elevado’, ‘ser exaltado’ (Ez 28:17, NVI)]. Ser orgulhoso inclui imaginar-se maior do que realmente se é, ou considerar-se superior aos outros. Também pode levar a um comportamento que ignora a vontade de Deus (Sl 10:4; Jr 13:15) e que se opõe ao próprio Deus (Ez 28:2). Pode-se facilmente concluir que o querubim caído estava sendo desleal a Deus, atacando-O, dizendo mentiras e agindo de maneira enganosa.

Na tentação conduzida no Éden, Satanás apresentou aquilo que ele mesmo ambicionara: ser como Deus (Gn 3:5). Utilizando argumentos bem elaborados, apresentou um quadro desfavorável de Deus, retratando-O como egoísta, que procurava reter para Si somente o que de melhor havia, sob o disfarce de um interesse pelos seres humanos. Dessa forma, enganou Eva, e o pecado foi introduzido no mundo. (Estamos nós duvidando dos propósitos de Deus para nossa vida? Confiamos em Sua Palavra? Moldamos nossa vida segundo o que Ele nos revelou? Ou, como Eva, estamos seguindo as sugestões do inimigo?)

Essa mesma atitude satânica seria assumida pelo poder político-religioso simbolizado na profecia de Daniel como um “chifre pequeno” (Dn 8). Nesse capítulo, o chifre pequeno, em sua carreira e auto-exaltação, “cresceu até atingir o exército dos Céus;... sim, engrandeceu-se até ao Príncipe do exército [ou seja, Jesus]; dEle tirou o sacrifício diário [isto é, o ministério que Jesus conduz no santuário celestial em favor de Seus fiéis],... por causa das transgressões [o chifre agiu de forma transgressora contra Jesus]; e deitou por terra a verdade [a verdade acerca do santuário, do ministério de Cristo, etc.]” (Dn 8:10-12). Resumindo, o poder político-religioso simbolizado pelo chifre pequeno estabeleceu neste mundo um sistema rival de salvação, desviando o olhar dos pecadores do verdadeiro Sumo-sacerdote, que conduz Seu ministério no santuário celestial em favor da humanidade. Neste caso, o chifre não passa de um representante de Satanás em sua contínua controvérsia com o Céu, manifestando as mesmas características de ambição, poder e exaltação.

Contraste o desejo de Satanás com a afirmação de Paulo de que Cristo, “subsistindo em forma de Deus [ou seja, possuindo características essenciais e atributos de Deus], não julgou [i.e., considerou] como usurpação o ser igual a Deus [ou, continuar existindo em igualdade com Deus]; antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo... a Si mesmo Se humilhou... até a morte” (Fp 2:6-8).

“Houvesse na verdade Lúcifer desejado ser semelhante ao Altíssimo, e nunca teria perdido o lugar que lhe fora designado no Céu; pois o espírito do Altíssimo manifesta-se em abnegado ministério. Lúcifer desejava o poder de Deus, mas não o Seu caráter” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 435.
É correto desejar ser como Deus? Pela citação de Ellen G. White , sim: ser como Deus em caráter e abnegado ministério.

O quarto pilar do espiritismo: Os médiuns

• Introdução

1) O que a Bíblia diz sobre a mediunidade?
2) Deus se comunica por meios dos médiuns?
3) Os mortos podem conversar com os vivos?

Até o momento percebemos que a Bíblia e os livros de Allan Kardec não se harmonizam. Vejamos o que o espiritismo diz sobre os médiuns:

“Hoje, como espíritas, sabemos que Jesus foi um espírito extremamente adiantado, mas não o próprio Deus e que os Apóstolos, também espíritos adiantados, eram humanos. Médiuns inspirados, mas humanos…” (BERNARDO, Carlos Alberto Iglesia. Disponível em: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/estudo-do-novo-testamento.html Acesso em 08 de abril de 2009.)

• Estudo

1) Como Deus se comunica com o ser humano? Números 12:6; Hebreus 1:1, 2.

Resposta: Deus se comunica de várias maneiras, especialmente por meio dos profetas e da maior revelação que já existiu: Jesus Cristo.

Portanto, os apóstolos não foram médiuns – pessoas que recebiam espíritos. Pelo contrário: rejeitaram qualquer prática mediúnica Em certa ocasião, o apóstolo Paulo expulsou um espírito adivinhador que atuava por intermédio de uma jovem (Atos 16:16-18). Se Paulo fosse um médium, não teria feito isto. Os apóstolos de Jesus jamais iriam contra os ensinamentos do Antigo Testamento a respeito dos médiuns (Levítico 20:6), sendo que os Escritos Antigos eram a Bíblia deles!

2) Por que o Criador não poderia usar pessoas boas como os médiuns para transmitir mensagens a nós? Deuteronômio 18:10-14 (Aqui aparece o termo “necromantes”. Necromante é pessoa que pratica a necromancia, ou seja, a consulta aos “mortos”); Levítico 19:31; 20:27; 2 Crônicas 33:1-9.

Resposta: Porque, apesar de amar muito os médiuns Deus abomina, detesta as práticas mediúnicas. Veja o que diz Isaías 8:19 e 20, na Nova Tradução Na Linguagem de Hoje:

“—Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!” Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.””

3) Se Deus não apóia a consulta a médiuns espíritas, como Saul conseguiu falar com “Samuel” que “já estava morto”? 1 Samuel 28.

Resposta: Alguns textos bíblicos são suficientes para provar que não era Samuel quem estava conversando com Saul naquela sessão espírita:

a) 1Crônicas 10:13-14 – Deus condenou a atitude de Saul de participar daquela reunião com o suposto “espírito” de Samuel. Se fosse o servo de Deus quem tivesse falado com o rei Saul, o Senhor não se importaria em teria se importado;

b) 1Samuel 28:3 – Samuel estava morto e, na morte, a pessoa está inconsciente – Eclesiastes 9:5, 6 e 10;

c) 1Samuel 28:6 – Deus não mais falava com Saul porque ela havia ido longe demais. Portanto, quem apareceu a Saul naquela reunião espírita não foi o servo de Deus, Samuel, que jamais agiria contra a decisão do Criador;

d) 1Samuel 28:12, 14 – a Bíblia não diz que o “espírito” de Samuel se fazia presente, mas sim que Saul ENTENDEU que era Samuel;

e) 1Samuel 28:15 – o suposto espírito de Samuel contradisse a Bíblia, que afirma em Jó 7:9, 10 que os mortos não podem subir, antes da ressurreição (João 5:28, 29);

f) 1Samuel 28:16 – o “espírito” jogou Deus contra Saul, dizendo que o Senhor o havia desamparado. Não é verdade! Foi o rei quem se afastou de Deus;

g) 1Samuel 28:20- a mensagem do “espírito” causou desespero em Saul.

Portanto, não foi o “espírito” de Samuel quem se comunicou com Saul (você verá quem falou com Samuel na próxima questão).

4) Que razões Deus tem para rejeitar a prática de consultar os mortos? 2 Coríntios 11:13, 14; Mateus 24:24.

Resposta: a) A Bíblia (Palavra de Deus) diz que os mortos não podem voltar para se comunicarem com os vivos porque eles estão dormindo: “Como a nuvem que passa e some, assim aquele que desce ao mundo dos mortos nunca mais volta; ele não volta para casa; ninguém lembra mais dele.” Jó 7:9-10. “Irmãos, queremos que vocês saibam a verdade a respeito dos que já morreram, para que não fiquem tristes como ficam aqueles que não têm esperança.” 1 Tessalonicenses 4:13.

b) A única maneira de voltarmos a falar com os mortos é quando eles voltarem à vida! Jesus terá que voltar ao nosso mundo (Apocalipse 1:7) para ressuscitá-los (João 5:28, 29; Lucas 14:14; 11:25). Só depois desses eventos é que os reencontraremos: “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.” 1 Coríntios 15:23 (Grifo acrescentado). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles [Isso significa que os mortos não estão em um mundo espiritual, mas que irão para o paraíso de Deus juntamente com os vivos. Não foram na nossa frente! Ler Hebreus 11:39, 40, que fala dos heróis da fé.], entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16-17.

“Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19.

c) Os “espíritos” que incorporam nos médiuns são demônios e não pessoas boas. Deus não quer ser humano algum mantenha contato com os espíritos do mau.

d) Porque através do espiritismo o inimigo de Deus tem enganado muitas pessoas sinceras misturando a verdade com a mentira, o que levará à perdição de acordo com Apocalipse 22:15.

Só existem duas forças no universo: do bem ou do mal. Somente dois tipos de anjos: os caídos (2 Pedro 2:4; Apocalipse 12:7-9 – demônios) e os não caídos (Apocalipse 22:8, 9). Não é difícil, com base em Hebreus 1:14 e Colossenses 2:15 vermos que esses dois poderes lutam pelo coração do ser humano. Portanto, se Deus não apóia a consulta a mortos e nem a mediunidade, quem está presente nas sessões espíritas são os anjos caídos que querem atrair pessoas sinceras de todas as classes sociais.

Atenção! Anjos caídos têm o poder da personificação, ou seja: imitam a voz, cheiro do perfume e outras características das pessoas que morreram. Portanto, cuidado! Não se deixe enganar (Mateus 24:24).

5) Um anjo bom entra na mente de algum médium para tirar o livre-arbítrio dele (a)? Salmo 34:7

Resposta: Não! A Bíblia diz que ele acampa-se “ao redor” dos que respeitam a Deus e não que ele “entra na mente” da pessoa para tirar a identidade dela!

6) E os anjos maus? Marcos 5:1-14.

Resposta: Tomam conta da mente, falam por intermédio da pessoa – que perde a própria identidade – e em alguns casos trazem sofrimento (para os médiuns, não).

7) O que Deus quer fazer na mente daqueles que são usados por espíritos malignos? Marcos 5:15.

Resposta: Aproximá-los de Jesus e deixá-los em perfeito juízo para que os demônios nunca mais interfiram na vida e nas escolhas deles.

Reflita: “A doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho…” [Professor Otoniel Mota (pastor Presbiteriano). Meu Credo Escatológico [opúsculo], ed. 1938, pág. 3]

Convite: Aceite os mensageiros que DEUS ESCOLHEU para Ele se comunicar com você: os profetas. Os que os médiuns dizem, de acordo com Isaías 8:20, “não tem nenhum valor”, pois, eles não foram enviados por Deus. Eles são pessoas sinceras que Jesus ama e quer conduzir ao caminho da salvação fora do espiritismo

por Leandro Quadros - Pastor Adventista

sábado, 10 de julho de 2010

“A lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1:37)


O Messias chegara, mas infelizmente não fora bem recebido por Seu povo. Com o tempo, muitos dentre os Judeus, foram compreendendo que, àquele que haviam rejeitado era de fato o Messias. Milhares de Judeus aceitaram a Cristo no pentecostes (Atos 2), e outros milhares foram aceitando no decorrer do tempo. Entretanto, os Judeus não eram os únicos a aceitar o Cristo ressurreto, pois, muitos dentre os gentios, tocados pela verdade e pelo Espírito Santo, foram fazendo parte daqueles que seguiam e professavam Jesus na vida. Muitos dos Judeus convertidos acreditavam que os gentios somente deveriam ser aceitos na fé cristã se por ventura passassem primeiro pelo sistema de regras e leis mosaicas que eles, os Judeus, cumpriam antes de aceitar a Cristo.

É neste ínterim, que podemos observar um dos primeiros grandes problemas da igreja primitiva. Para resolver tal impasse, foi necessário convocar os líderes de várias partes para criar uma assembléia e decidir sobre tais problemas. Com a assembléia, decisões foram tomadas, mas infelizmente, como em todo o tempo, falsos ensinadores se levantaram, ignoraram as decisões tomadas no concílio de Jerusalém, e impuseram aos gentios alguns costumes cerimoniais. Interessante notar que, mesmo naquele tempo, já era muito comum existir dissidentes no meio da igreja. Heresias e falsas concepções teológicas foram proclamadas como sendo verdades e a posição da assembléia ignorada e rejeitada. Este fato linka nosso pensamento aos nossos dias, pois, assim como nos dias dos apóstolos, em pleno século XXI existem pessoas em nosso meio pretendendo ter luz especial para dizer que na igreja há doutrinas espúrias e contaminadas.

É possível que haja muitos erros na igreja que precisem ser corrigidos, com certeza há muito orgulho, arrogância e injustiças em nosso meio, com certeza o secularismo e o mundanismo entraram para nossas portas, tudo isto foi profetizado que aconteceria, mas, erros doutrinários, poderiam comprometer a igreja de modo geral. A igreja remanescente deixaria de ser a igreja verdadeira caso tivesse suas doutrinas corrompidas. Deus permitiria o mundanismo entrar, como foi profetizado, mas, com o objetivo de proteger Sua igreja, não permitiria em nenhuma hipótese, um comprometimento doutrinário. Isto está fora de cogitação. Há dezenas de promessas no Espírito de Profecia que nos trás conforto da proteção e do cuidado de Deus a esta igreja com o objetivo de não permitir sua queda.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 3º Trimestre 2010

Gilberto G. Theiss